Genética e Dor Crônica

 

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As síndromes de dor crônica têm alta prevalência na população em geral, em todas as idades. Por que algumas pessoas possuem maior predisposição a desenvolvê-las? Cada vez mais acredita-se que existam causas genéticas para este fato. 

Um estudo publicado recentemente na Pain, a mais importante revista sobre dor no mundo, avaliou 8564 gêmeos com quadro de dor crônica (músculo-esquelética, dor pélvica crônica, enxaqueca e síndrome do intestino irritável) avaliando os fatores genéticos e ambientais subjacentes. A amostra foi predominantemente do sexo feminino (87,3%), com idade média de 54,7 anos. Entre os pares de gêmeos monozigóticos houve maior predominância de dor crônica com relação aos gêmeos dizigóticos, sugerindo um componente hereditário. Estes resultados falam a favor de evidências sobre fatores genéticos compartilhados, resultando em condições favoráveis à manifestação de dor crônica. Ainda não podemos esclarecer o mapeamento destes genes, mas acreditamos que no futuro poderemos chegar lá. Assim, continua a busca pelas variantes genéticas causadoras de síndromes dolorosas crônicas.

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